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Qual madeira posso utilizar?

Atualizado: Abr 21

A primeira preocupação quando se constrói em madeira é com a resistência, qualidade e leveza do material. Visitei com meu pai as madeireiras da região mas não encontrei a madeira Balsa ou a Kiri, com densidade próximas de 20, claras e sem nós, perfeitas para a utilização no método de tiras. O que achei por aqui foi o Cedro (cedreia sp.), o Guapuruvú (Schizolabium paraybum) e o Marfim (Agonandra brasiliensis) todas com densidade em torno de 50 o que não é tão ruim assim. O Cedrinho, opção mais barata e fácil de encontrar deve ser descartado por soltar farpas quando manuseado o que danifica os equipamentos

e machuca as mãos quando lixado manualmente. O Pinus seria uma opção se não houvesse tantos defeitos e nós o que acaba prejudicando o processo de confeccionar as tiras e enfraquece o conjunto. Isto serve também para o Eucalipto que possui a característica de "torcer" durante a secagem o que compromete a qualidade das ripas. Já estava pensando em um plano "B" (construir com laminado naval de 6 mm) quando os amigos da madeireira Guarujá (obrigado Seu José) perguntaram se podia ser o cedrinho mesclado. Não conhecia esta madeira, mas aqui vai uma breve discrição do pai Google:

Amescla: Trattinnickia burserifolia. Características sensoriais: cerne e alburno pouco distintos pela cor, cerne bege-rosado ou bege-amarelado; cheiro e gosto imperceptíveis; densidade baixa; moderadamente dura; grã direita ou irregular; textura média; superfície irregularmente lustrosa; camadas de crescimento pouco distintas, delimitadas por zonas fibrosas ligeiramente mais escuras. Hum, vamos aos prós. Possui densidade baixa, (0,45) é fácil de serrar, moderadamente fácil de aplainar, lixar e torcer, sem nós e utilizada para cordões, forros e rodapés, podendo receber acabamento de regular a excelente.

Esta foi então a minha opção para cor mais clara e ainda vou tentar achar o Cedro para os realces do costado. Se não tiver solução vou de Guapuruvú mesmo para o contraste com a madeira clara. Após escolher as pranchas (sem nós, marcas de insetos, rachaduras, defeitos aparentes e bem secas) estas  devem ser cortadas em tábuas (no meu caso optei por 20 centimetros de largura e 3 a 3,5 metros de comprimento). Após este processo desengrossar esta madeira deixando-a com cerca de 20 mm de espessura. Feito isso fatiar em tiras de 0,6 a 08 mm. Infelizmente não havia uma tupia na madeireira pequena o suficiente para fazer os encaixes macho e fêmea. Mas como as peças haviam sido desengrossadas utilizarei esta face lisa para servir de encaixe na hora do "costura e cola".

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